Clecildo Rafael Martins de Souza Ladislau nasceu a 17 de março de 1989, no Brasil. Avançado, destro e com 1,77 metros.

Em 2013, Rafael Martins chegou ao futebol português para representar o Vitória FC, onde rapidamente se destacou pela capacidade de finalização. Seguiu-se uma experiência no futebol espanhol, ao serviço do Levante, antes do regresso a Portugal para representar o Moreirense.

Na temporada 2015/16, Rafael Martins viveu uma das melhores épocas da carreira, ao marcar 16 golos em 27 jogos pelo Moreirense. O avançado voltou a atingir números de destaque posteriormente ao serviço do Vitória SC.

Ao longo da carreira, Rafael Martins passou ainda pelo futebol chinês, representando o Zhejiang Greentown, antes de regressar definitivamente a Portugal. Vestiu também as camisolas de Casa Pia, Santa Clara e Leixões

Depois de sair do Leixões por opção pessoal, para se dedicar à família, em janeiro de 2026, Rafael Martins, não recebeu qualquer proposta e ficou um ano sem jogar. No verão deste ano, recebeu convites de 3 clubes para jogar na Liga Portugal Legends, tendo recusado. Foram eles Vitória, Casa Pia e Leixões.

Atualmente desde o início da época Rafael Martins está no Fafe, militante do terceiro escalão do futebol português, e semifinalista da última edição da taça de Portugal.

Aos 37 anos, leva consigo uma vasta experiência de I Liga e Segunda Liga, além de 59 golos no principal escalão português.

 

COMO FOI A TUA PASSAGEM PELO VITÓRIA SC?

Tenho boas memórias, como digo a toda a gente, o Vitória foi o maior clube onde joguei, o clube mais apaixonante, com uma massa adepta fantástica, que eu sou suspeito de falar. Acabei por me apaixonar por Guimarães, tanto que hoje vivo em Guimarães, eu e a minha família, porque nos apaixonamos pela forma que as pessoas nos tratavam. Jogar a liga Europa pelo Vitória foi a realização de um sonho, sempre tive o sonho de jogar uma competição europeia, ter jogado com a camisola do Vitória e ter marcado o meu primeiro golo em competição europeia pelo Vitória, foi algo muito marcante, que jamais consigo esquecer” AINDA TE LEMBRAS CONTRA QUEM MARCASTE? “Não tem como se esquecer, foi contra o Marselha”

Rafael Martins marcou na derrota em Marselha, por 2-1, para a Liga Europa, no dia 19 de outubro de 2017, contra a equipa da cidade. Na altura, a equipa vitoriana era treinada por Pedro Martins, começou a ganhar, mas acabou por levar a reviravolta.

 

O VITÓRIA VEM DE UMA DERROTA NO DERBY DO MINHO, SOMA 3 PONTOS EM 4 JOGOS, E VAI APANHAR PELA FRENTE UM CASA PIA QUE AINDA NÃO PONTUOU, TEM 11 GOLOS SOFRIDOS E 0 MARCADOS. O QUE PODEMOS ESPERAR DO JOGO?

“Acredito que vai ser um jogo muito disputado, o Casa Pia não vem de um bom momento, tem uma boa equipa na minha opinião, com bons jogadores, e bons executantes. Eu acho que o Casa Pia procura a primeira vitória, procura ganhar um pouco de confiança, o que é difícil numa fase assim, mas só se pode mudar a história com uma vitória. Já o Vitória… é uma equipa muito jovem, e muito difícil de enfrentar. O Vitória vem de uma derrota no Derby e vem com tudo para conquistar os 3 pontos, com certeza que vai ser uma equipa reativa, seja onde for, é uma equipa com uma massa adepta que empurra a equipa, e tem uma identidade de equipa aguerrida. Acho que a derrota no Derby, não abala em nada o desempenho no próximo jogo.”

 

DESDE QUE O CASA PIA VOLTOU PARA A 1ª DIVISÃO EM 2022, SÓ PERDEU UMA VEZ COM O VITÓRIA PARA O CAMPEONATO. ACHAS QUE ESTE PADRÃO PODE SER QUEBRADO ESTA JORNADA COM O VITÓRIA A JOGAR EM CASA?

“Eu acredito que sim, o Vitória a jogar em casa é uma equipa que se torna mais forte, com os adeptos e com o ambiente fantástico no Afonso Henriques. O Casa Pia também é uma equipa muito aguerrida, mas houve muitas mudanças de jogadores, e demora a adaptação ao conhecimento do plantel e dos jogadores entre si. Tenho a certeza que o Casa Pia vai gastar todas as suas fichas para conseguir os 3 pontos, mas vai ter pela frente um Vitória muito forte à procura da vitória e de quebrar esta sequencia.”

 

O QUE TORNA ESTE JOGO ESPECIAL PARA TI?

“Acaba por ser especial porque tive uma passagem muito positiva por ambos os clubes. O Vitória acabou por marcar a minha vida e a minha carreira. Tive um ano fantástico no Vitória, cheguei a uma final da taça de Portugal (2016/17), joguei uma competição europeia e fui vendido posteriormente, resumindo, tenho boas recordações. Quanto ao Casa Pia, fui o melhor marcador na temporada em que lá estive (9 golos em 2022/23), fui feliz, fiz muitos amigos, foi um clube que me abriu as portas e me ajudou muito num momento em que precisava, por isso os dois clubes tem um lugar muito especial no meu coração.”