O Sindicato dos Médicos do Norte reuniu com a administração da ULS do Alto Ave para exigir soluções para vários problemas laborais nos hospitais e nos cuidados de saúde primários.
A reunião decorreu a 21 de agosto. De acordo com o Sindicato, uma parte central da reunião incidiu sobre a organização e contabilização do tempo de trabalho através do sistema de registo de assiduidade SISQUAL, cuja parametrização continua desadequada à realidade do trabalho médico, originando, nomeadamente, a contabilização indevida de “horas negativas” quando os médicos se encontram de férias.
Refere, em comunicado, que a ULS reconheceu o problema e comprometeu-se a introduzir mecanismos operacionais a partir de 1 de outubro. O SMN deixou claro que os médicos não trabalham em regime de banco de horas e os seus horários não podem ser geridos como tal.
No âmbito do tempo de trabalho, foram igualmente discutidos os descansos compensatórios após trabalho aos domingos e feriados, cujo cumprimento o SMN já havia exigido em reunião anterior.
O SMN mantém ainda a exigência do correto descanso após trabalho noturno: sempre que, nas 24 horas anteriores, o médico tenha trabalhado mais de 8 horas, incluindo período noturno, o tempo trabalhado para além dessas 8 horas deve ser descontado ao período normal de trabalho do dia seguinte, como prejuízo de horário.
Nos CSP, foram abordados os mapas de férias das Unidades de Saúde Familiar (USF), as carteiras de serviços, os Serviços de Atendimento Complementar (SAC), os utentes esporádicos e os processos disciplinares instaurados a coordenadores de USF. A ULS anunciou ainda a extinção dos SAC destinados a utentes em situação irregular.
Apesar dos compromissos assumidos, o sindicato considera que continuam por resolver problemas nos Cuidados de Saúde Primários.
Por isso, mantém-se a greve ao trabalho suplementar até 31 de dezembro de 2026.
