O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), sindicato filiado na Federação Nacional dos Médicos (FNAM), emitiu um aviso prévio de greve ao trabalho suplementar nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave, entre 19 de fevereiro e 30 de junho.
Em nota enviada às redações, o SMN explica que ‘convoca esta greve ao trabalho suplementar nos CSP da ULS do Alto Ave, para travar a banalização do recurso a trabalho extraordinário como resposta estrutural a falhas de organização e planeamento, em detrimento de soluções negociadas com os médicos e legalmente enquadradas. Esta greve visa proteger os utentes e salvaguardar a qualidade e a segurança dos CSP, perante a imposição de respostas assistenciais assentes em trabalho suplementar não contratualizado, em claro desrespeito pela autonomia das equipas das Unidades de Saúde Familiar (USF)’, pode ler-se.
No mesmo comunicado, o Sindicato denuncia ‘a utilização indevida do plano sazonal de contingência, nível 2, como fundamento para impor trabalho extraordinário, quando do referido plano não decorre qualquer obrigação nesse sentido. Denuncia igualmente respostas mal concebidas para problemas específicos da ULS do Alto Ave, como a criação de um serviço de atendimento a utentes sem condições para inscrição ativa no Registo Nacional de Utentes (RNU), a funcionar exclusivamente à custa de trabalho extraordinário’.
