O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), integrado na FNAM, denunciou que quatro Unidades de Saúde Familiar, integradas na Unidade Local de Saúde do Alto Ave, foram ameaçadas de extinção por recusarem aceitar condições impostas à margem da lei.
Em comunicado, o Sindicato refere que ‘estas unidades asseguram atualmente cuidados a cerca de 50 mil utentes, que poderão ver o seu acesso à saúde seriamente comprometido caso se concretizem as ameaças feitas pelo Conselho de Administração da ULSAA’.
Ora, a Unidade Local de Saúde do Alto Ave, em comunicado, refuta as acusações e refere que ‘não está, nem nunca esteve em causa, a perda de cuidados de nenhum utente’.
Refere também que a nota emitida pelo Sindicato ‘tem um conjunto de imprecisões e inverdades’. A título de exemplo, é importante referir que a decisão da extinção de qualquer USF, não é da competência das ULS.
E mais se acrescenta, que em nenhum momento foi solicitado por parte da Unidade Local de Saúde do Alto Ave, a extinção de qualquer USF.
A ULSAA diz ainda lamentar que tais declarações estejam a criar alguma preocupação social injustificada.
Por seu lado, o Sindicato dos Médicos do Norte diz ter denunciado o caso à IGAS e ao Ministério da Saúde.
