O vereador vimaranense Ricardo Costa rejeita quaisquer irregularidades relacionadas com o seu envolvimento num projeto de produção de canábis medicinal. A reação surge na sequência de uma reportagem do programa “A Prova dos Factos”, emitida pela RTP.
Em comunicado, o vereador socialista esclarece que detém, desde 2022, uma participação minoritária de 5% na empresa Neogreen Innova, dedicada ao setor farmacêutico. Segundo explica, o projeto teve origem em Odemira, passou por uma tentativa de instalação em Ribeira de Pena, entretanto inviabilizada, e encontra-se atualmente em desenvolvimento em Fafe.
Ricardo Costa nega ter prestado informações falsas sobre a existência de licenças, garantindo que a pré-licença sempre existiu e está documentada. Rejeita ainda ter conduzido negociações na qualidade de deputado, sublinhando que apenas assumiu funções parlamentares em 2024.
O vereador afirma também desconhecer qualquer alegada situação de dupla venda de terrenos em Ribeira de Pena e assegura que todo o processo decorreu com legalidade, transparência e sem conflito de interesses.
No mesmo comunicado, Ricardo Costa alude ao contexto em que surge a reportagem, quando se assume como candidato à Federação Distrital de Braga do Partido Socialista.
Entretanto, e alegando a defesa do seu “bom nome e da Câmara de Guimarães”, o vereador socialista anunciou que remeteu já ao Presidente da Câmara os esclarecimentos constantes do comunicado bem como toda a documentação subjacente, nomeadamente Pré-Licenças assinadas pela INFARMED para a Neogreen, solicitando que os mesmos sejam partilhados com os restantes vereadores e também com o presidente da Assembleia Municipal, Rui Armindo Freitas.
