A nova criação do Teatro Oficina que estreia esta segunda-feira, 27 de julho, é escrita a quatro mãos e seis olhos.
Com dramaturgia de Bruno dos Reis e Gaya de Medeiros, olhar externo de José Nunes e em coprodução com o Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, a peça “Seta cegonha” integra a trilogia iniciada com “Tudo em Avignon e eu aqui”, embora não deva ser entendido como um objeto narrativo sequencial, antes um prolongamento de uma investigação sobre os limites e as possibilidades do teatro.
Se durante o primeiro espetáculo foi questionado o poder que ainda restava ao equipamento teatral, cada vez mais espartilhado por regras, modos de ver e de fazer, no segundo parte-se definitivamente para fora dele: o espetáculo são duas viagens de automóvel, uma que começa em Guimarães e outra que começa em Matosinhos.
Aos espectadores, ser-lhes-á proposta uma viagem real, acompanhados por duas ficções muito distintas.
Devido à lotação muito reduzida (2 espectadores por sessão), as sessões de apresentação desta peça em movimento estendem-se desde 27 de julho até 29 de setembro, sempre com início às 22h00.
