A nova época do Vitória SC começou muito antes do apito inicial do primeiro jogo. Começou ao final da tarde de ontem, na Plataforma das Artes e da Criatividade, um dos locais mais emblemáticos da cidade Guimarães, onde centenas de vitorianos responderam à chamada do clube para conhecerem os protagonistas de 2026/27.

Muito antes do início da cerimónia, já se respirava Vitória. O recinto encheu-se de famílias, crianças, jovens e adeptos de todas as idades, que encontraram muito mais do que uma simples apresentação de plantel. Houve música ao vivo, e diversas atividades espalhadas pelo espaço, desde um ponto de venda oficial do clube até zonas de caricaturas e tatuagens.

À medida que o sol começava a esconder-se atrás do palco, pintando o céu de tons dourados e alaranjados, chegava o momento da apresentação da equipa feminina. Perante uma moldura humana, já muito composta, as atletas foram recebidas com entusiasmo, numa demonstração do crescimento e da importância que o futebol feminino tem vindo a conquistar no universo vitoriano.

Mas o momento que todos aguardavam, estava cada vez mais perto. Era hora de conhecer o plantel masculino do Vitória SC para a temporada 2026/27.

A apresentação fugiu ao tradicional. Em vez de ser o speaker a anunciar cada atleta, eram os próprios jogadores que chamavam o colega seguinte ao palco. Um gesto simples, mas que transmitiu união e espírito de grupo entre o balneário.

As maiores ovações não tardaram a surgir. Telmo Arcanjo foi recebido sob uma enorme salva de palmas, depois de se tornar no segundo jogador da história do Vitória a disputar um Campeonato do Mundo. O novo guarda-redes, Oliver Zich, ouviu igualmente o carinho dos adeptos, tal como Oumar Camara, uma das jovens promessas que mais expectativas desperta para a nova temporada.

No entanto, houve um nome que fez a Plataforma das Artes estremecer. Alioune Ndoye foi, de forma destacada, o jogador mais acarinhado da noite. O avançado senegalês continua bem presente na memória dos vitorianos depois de ter apontado o golo da vitória frente ao Braga, na final da Taça da Liga, e a receção que recebeu mostrou que já conquistou um lugar especial no coração dos adeptos.

A fechar a apresentação subiu ao palco Tiago Margarido. O treinador deixou uma mensagem de ambição, compromisso e responsabilidade, assumindo a vontade de construir uma equipa à altura da exigência do clube e da sua massa associativa.

A ligação entre clube e adeptos continua a ser uma das maiores forças do emblema vimaranense. A paixão sentiu-se em cada aplauso, em cada cântico e em cada presença, transformando uma simples apresentação numa verdadeira celebração vitoriana.

No final da noite, ficou uma certeza. Os adeptos demonstraram que continuam a acreditar, a exigir e a sonhar, já do outro lado, jogadores e equipa técnica mostraram disponibilidade para honrar esse compromisso dentro de campo.

Talvez por isso uma das tarjas exibidas durante a cerimónia tenha resumido, melhor do que qualquer discurso, aquilo que significa ser Vitória:

“Há camisolas que se vestem. A nossa vive-se.”