O Festival Extremo regressa no próximo sábado aos montes do Sameiro e da Falperra para uma segunda edição dedicada à música, à arte e à natureza.

O evento tem entrada gratuita, e decorre entre o nascer do sol do dia 18 e a madrugada do dia seguinte…

Ao longo de mais de vinte horas, o público poderá assistir a concertos, caminhadas artísticas, instalações sonoras, oficinas e visitas guiadas… O festival é realizado na fronteira entre Guimarães e Braga, e segundo o presidente da associação Capivara Azul, Samuel Silva, o festival procura explorar esse conceito

A sustentabilidade assume um papel central nesta edição… Para incentivar a utilização do transporte público, foram reforçadas as ligações de autocarro entre Braga, Guimarães e a Falperra, com viagens de ida e volta por um euro e horários adaptados ao programa do festival.

Sendo realizado numa zona florestal, e tendo em conta as possíveis elevadas temperaturas, Samuel Silva, garante que o Festival Extremo implementou também um conjunto de medidas de prevenção de incêndios, de forma a garantir a segurança do público e a preservação do espaço natural.

O Extremo acontece novamente na Falperra, território fronteiriço entre os municípios de Braga e Guimarães. A edição de 2026 conta com Alessandro Cortini, Shane Parish, Valentina Magaletti, Calcutá e Pedro Augusto, entre os nomes de destaque, que cruzam diferentes propostas artísticas, desde a música eletrónica até à paisagem sonora.
O programa arranca às 06h00, com a portuguesa Calcutá, no Seminário Carmelita, no Sameiro, e o seu álbum a solo “Soon After Dawn”. Momentos depois, às 07h45, inicia a caminhada que parte da encosta do Sameiro em direção à Falperra. Em certos pontos do percurso, o público é surpreendido pelos sons lo-fi e percussivos de Valentina Magaletti e pela performance “Deriva das Pedras”, uma encomenda do Extremo ao artista sonoro Pedro Augusto.
Depois da chegada à Falperra, às 11h00, o venezuelano Molero dá a conhecer o seu universo musical onírico e tropical. A manhã termina com a ativação da instalação site-specific “Habitat”, de Adriana Sá & John Klima, cujas paisagens sonoras foram construídas a partir de sons captados no monte da Falperra, e que fica disponível até às 20h00.
O coletivo bracarense Estudo do Meio abre a programação da tarde, no Parque de Merendas, com uma sessão de improvisação aberta ao público (14h00 às 16h00).
Realizam-se ainda duas oficinas, uma de eletrónica solar experimental com Inês Castanheira e outra de biomateriais, orientada por Ana Pereira. Em colaboração com a Guimarães 26 – Capital Verde Europeia, decorre também uma visita guiada à fauna e flora da Falperra. Estas três iniciativas encontram-se com lotação esgotada.
A capela Santa Maria Madalena, na Falperra, acolhe o mestre da guitarra Shane Parish, às 19h00. De seguida (20h00), Joana de Sá prepara o pôr-do-sol com as suas gravações de campo e manipulações eletroacústicas.
À noite, pelas 22h15, junto à Capela de Santa Marta do Leão, sobe a palco Debit. A artista mexicano-americana apresenta o seu disco “Desaceleradas”, que utiliza velhas fitas de cumbia que transitam de forma fluida entre a escavação cultural e o desenho de um futuro sonoro. A seguir, às 23h15, Alessandro Cortini, figura reconhecida na música eletrónica contemporânea e ex-membro de Nine Inch Nails, apresenta-se com os seus ambientes sombrios e composições hipnóticas.
A fechar, o DJ Helviofox (00h15), mais recente membro da Príncipe Discos, promete uma madrugada que abraça ritmos africanos como kuduro, kizomba e tarraxinha com o house e o techno.