O monte da Falperra, na fronteira entre Braga e Guimarães, é palco a 26 de julho do Festival Extremo, um novo festival dedicado à música e arte sonora.  Concertos, instalações site specific, performances, oficinas e visitas guiadas compõem o programa, que integra a Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura.

Inicia-se às 6h00 do dia 26 de julho com uma performance-manifesto construída por Cody XV, músico sediado em Braga, com cenografia de Diogo Mendes e curadoria do coletivo bracarense Estudo do Meio.

Segue-se o concerto Dies Irae, de Maria W Horn, na capela de Santa Marta das Cortiças, apresentado em formato inédito, com quatro cantoras portuguesas: Mariana Caldeira Pinto, Maria João Vieira Leite, Mariana Vital e Maria Bustorff.

O momento de abertura do festival é reservado a 50 pessoas – inscrições já esgotadas – que serão depois convidadas para uma caminhada (a partir das 8h00) pelo monte da Falperra, ao longo da qual se depararão com as performances site specific do coletivo portuense Berru e da artista sonora e investigadora Cláudia Martinho.

No final da caminhada, junto da capela de Santa Marta do Leão, o público pode assistir aos concertos de Alexandre Centeio (11h30), e Gordan (12h30).

A manhã termina com a ativação de Sistema Sonoar, projeto multidisciplinar do coletivo Sonoscopia (patente entre as 13h00 e as 21h00), que tem como epicentro um órgão de tubos automático instalado na capela de Santo António.

O programa do Extremo inclui ainda um Concerto Para Olhos Vendados, por Luís Antero (18h00), experiência sensorial única que terá como palco a icónica capela de Santa Maria Madalena da Falperra, tendo por base uma residência artística com enfoque no património deste território.

Quem também esteve em residência no território foi a compositora Clothilde (19h30), que apresenta em Braga o seu novo dispositivo ao vivo, num concerto que acontece igualmente na capela de Santa Maria Madalena, antecipando o pôr-do-sol.

À noite, sobem ao palco, junto da capela de Santa Marta do Leão, Ghosted (22h00); e William Basinski (23h15).

O Extremo encerra com um Live Act a cargo de M3STR, produtor e DJ emergente do Porto, com curadoria da comunidade artística independente de música eletrónica, Dark Sessions, nascida em Braga.