O Instituto de Educação da Universidade do Minho (IE), em Braga, recebe esta semana cerca de 150 peritos de todo o mundo para debater a falta de professores e a qualidade da formação docente a nível global. Trata-se da 65ª Assembleia Mundial do Conselho Internacional de Educação para o Ensino (ICET), sediado nos EUA.

Em Portugal, o Conselho Nacional de Educação referiu em 2019 que 57% dos professores deveriam aposentar-se até 2030, mas os inscritos em formação de professores desceram 50% nessa década, quando se precisa de 3450 novos docentes por ano, em média. O problema repete-se em países como Alemanha, Suécia, França ou EUA.

A UNESCO alertou para esta “crise global” em 2022, reclamando 69 milhões de professores para se atingir a educação básica universal até 2030, em especial em zonas remotas e desfavorecidas. Na UE, a falta de docentes afeta sobretudo as áreas de ciências, tecnologia, matemática e línguas.