Tomás Aresta Branco Machado Ribeiro nasceu a 30 de abril de 1999, em Lisboa. Defesa central, esquerdino e com 1,85 metros, começou a formação no Alta de Lisboa, passou pelo CAC Pontinha e completou a formação no Belenenses.
Em 2018, Tomás Ribeiro chegou ao futebol sénior através da BSAD onde ficou por 3 temporadas. Em janeiro de 2022, surgiu a primeira experiência no estrangeiro, com a mudança para a Suíça para representar o Grasshoppers.
No verão de 2023, Tomás Ribeiro regressou a Portugal para representar o Vitória SC. Na temporada 2023/24, teve uma das épocas de maior utilização da carreira, com 35 jogos, três golos e uma assistência, assumindo-se como uma das opções no centro da defesa vimaranense.
Seguiram-se passagens pelo Farense e Cultural Leonesa da Espanha.
Tomás Ribeiro, apesar de estar sem clube, mantém o foco nos treinos para não perder o ritmo e estar no mais alto nível para poder agarrar o próximo projeto. Tomás divide, neste momento, a sua vida entre Portugal onde treina, e a Croácia, onde passa tempo com a sua namorada.
COMO FOI A TUA PASSAGEM PELO VITÓRIA?
“Foi sem dúvida o sítio onde eu mais fui feliz, e onde guardo, provavelmente, as minhas melhores memórias a nível coletivo e individual. Infelizmente as coisas acabaram de uma maneira menos feliz, mas a ideia que eu tenho do Vitória não será manchada por isso.
Tenho a dizer que me senti em casa como em nenhum sítio, pelas pessoas do dia a dia, pelo excelente balneário que encontrei, pela atmosfera da cidade. Costumamos dizer que há 3 clubes grandes em Portugal, mas para mim o que o Vitória tem, mais nenhum outro clube em Portugal tem, e se há algum no mundo eu não o conheço, toda a mística do Vitória é muito,
muito especial.”
O QUE SE PODE ESPERAR DESTE JOGO?
“O derby do Minho é sempre o Derby do Minho, senão é o jogo mais emblemático do campeonato é um dos… sem dúvida, e a motivação estará no máximo de ambos os lados.
Espero um Vitória muito atrevido. Tenho visto muitas estatísticas que o Vitória tem sido uma das equipas que mais tenta mandar no jogo e que mais cria, é verdade que não tem sido muito felizes assim mas eu acredito que o vão ser. Espero um Vitória muito atrevido a tentar fazer o seu jogo, não é por jogar fora que se vai encolher de qualquer maneira, e claro que os adeptos vão ajudar a que a equipa se sinta a jogar em casa.
Quanto ao Braga, apesar do cansaço, é um bocado cliché, mas neste jogo a parte emocional vai passar a parte física, e vão estar na máxima força”
O FATOR CASA PODE INFLUENCIAR O JOGO?
“A minha resposta é não, e por experiência, sempre que fui jogar à pedreira não me senti a jogar fora.”
O QUE TORNA ESTE JOGO ESPECIAL PARA TI?
“Vitória-Braga é sempre um jogo especial visto de fora.
Então tendo jogado no Vitória, é sempre um jogo que me diz algo, e felizmente ter conseguido marcar num derby, é sempre um jogo que me traz um sabor especial.”
AINDA TE LEMBRAS DO TEU GOLO?
“Lembro me como se fosse ontem. O golo em Braga foi uma coisa que me marcou, eu não estava a viver provavelmente o meu melhor momento no futebol, e ter conseguido entrar bem no jogo e ajudar a equipa dessa maneira com um golo, e ter participado na vitória, são coisas que marcam.”
COMO ERA A RELAÇÃO ENTRE TI E A TUA NAMORADA QUANDO ESTAVAS NO VITÓRIA E ELA NO BRAGA?
“Nós vivíamos isto de uma maneira muito tranquila sem mediatismos. Vivíamos perto do centro de Guimarães e as pessoas eram fantásticas, conseguiam separar bem as coisas da realidade do futebol, e brincavam, e nós próprios brincavam. Foram
momentos que vivemos ali felizes.
Havia muitas picardias entre os dois, porque somos muito competitivos. Há aquela questão de quereres que o clube que representas tenha sucesso, mas também tem aquela coisa de quereres ver feliz a pessoa com quem partilhas uma relação.
Nesse ano o Vitória não tinha a equipa feminina na primeira divisão, por isso ela não teve essa experiência de Derby do Minho, mas eu tive. Obviamente que não sei como é que ela viveu isso, certamente que teve muitas dúvidas de quem apoiar, mas no final certamente, acabou por ficar feliz com o meu golo, porque vivia as coisas comigo diariamente, e veres a pessoa com quem partilhas vida feliz, acabas por ficar feliz também.”
