A Coligação Juntos por Guimarães (JPG) respondeu esta segunda-feira, dia 8 de junho, à carta aberta enviada no passado dia 29 de maio por António Vilela, responsável do Partido Socialista (PS) pela Junta de Freguesia de Fermentões, que tentava propor um acordo de governação para a freguesia.

A resposta da Coligação JPG traduziu-se numa rejeição categórica da proposta, afirmando que “a responsabilidade por garantir condições de governabilidade em Fermentões cabe ao Presidente de Junta eleito e ao Partido Socialista”. Em tom de acusação, a oposição aponta o dedo ao presidente por preferir “manter o impasse”, criticando “a falta de transparência, não facultando a documentação financeira” e lamentando “a desinformação, tornando públicas alegadas incapacidades orçamentais”, quando a Junta dispõe de um orçamento “executado em regime duodecimal”. Alegando uma quebra total de confiança para negociar, a coligação conclui de forma contundente: se o PS e o presidente não são capazes de criar condições, “não devem recear devolver a decisão aos cidadãos de Fermentões”.

A Freguesia de Fermentões vive um bloqueio institucional há quase oito meses, desde a posse em outubro de 2025. O Partido Socialista venceu as eleições e a Presidência da Junta, mas a ausência de uma maioria absoluta impediu a instalação plena dos Órgãos autárquicos. Na carta enviada, António Vilela tentava propor as bases para um acordo de governação assente em quatro pilares essenciais. O líder socialista apelava à “Estabilidade Executiva”, solicitando a “viabilização da constituição da Junta de Freguesia” em respeito pela força política mais votada. Defendia também o “Pluralismo na Mesa da Assembleia”, através de uma “distribuição proporcional e justa dos cargos”, e uma “Estratégia Comum” para incluir as “medidas prioritárias do programa eleitoral de ambas as forças políticas nas Opções do Plano e Orçamento da Freguesia”. Por fim, sugeria a “Transparência e Diálogo”, com a criação de um “canal regular de comunicação entre os eleitos”. António Vilela tinha dado um prazo máximo de 10 dias para uma resposta ou reunião, avisando que, “findo este prazo, com ou sem acordo, será convocado um novo Ato de Posse”.