Portugal recebe este mês duas exposições individuais do artista transdisciplinar Tales Frey que colocam no centro do debate uma das maiores crises ambientais da atualidade: o impacto da indústria da moda e a cultura do descarte.
Realizadas simultaneamente em Guimarães e Lisboa, as mostras propõem uma reflexão sobre sustentabilidade, consumo, memória, identidade e responsabilidade coletiva.
A primeira exposição, “Quando um Corpo já não está presente”, inaugura no dia 12 de setembro, no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, em Guimarães. O conjunto de obras foi produzido a partir da recolha de centenas de quilogramas de roupas abandonadas em contentores urbanos do norte de Portugal.
Ao deslocar essas roupas do circuito do lixo para o espaço expositivo, Frey confronta o público com o paradoxo da produção acelerada de vestuário e da sua rápida obsolescência.
Poucos dias depois, em 25 de setembro, Dia Nacional da Sustentabilidade, o artista inaugura “Em Suspensão”, no Museu Nacional do Traje, em Lisboa.
