No primeiro jogo oficial desta nova temporada 2026/27, na estreia em casa, Tiago Margarido fez alinhar de início Oliver Zych; Miguel Maga; Thiago Balieiro; Oscar Rivas; João Mendes; Beni; Gonçalo Nogueira; Samu; Gustavo Silva; Oumar Camara e Alioune Ndoye.

Por: Renato Rodrigues

Tarde de sábado, 8 de agosto, 18h00, 25 graus. Foi neste cenário que o Vitória deu o primeiro pontapé de saída da nova época, diante de um Afonso Henriques completamente cheio e pintado pelas cores do clube.

Nas bancadas, os adeptos vimaranenses entoavam cânticos como se de verdadeiros gritos de guerra se tratassem, fazendo-se ouvir por todo o estádio e criando uma atmosfera digna de uma tarde de futebol em Guimarães.

A primeira parte foi de claro domínio vitoriano. A equipa apresentou bons momentos de futebol e conseguiu instalar-se durante largos períodos no meio-campo adversário, mas faltou aquilo que mais importa no futebol: a eficácia na hora de finalizar.

Logo aos 3 minutos, Alioune Ndoye apareceu em posição privilegiada para responder de cabeça, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza de De Arruabarrena. O avançado do Vitória voltaria a ameaçar aos 13 minutos, novamente sem conseguir encontrar o caminho das redes.

Aos 18 minutos, surgiu a melhor oportunidade da partida até então. Tripla ocasião para o Vitória: primeiro Gonçalo Nogueira, depois Ndoye e, por fim, Gustavo Silva, todos a tentarem o remate em sucessão. Contudo, encontraram pela frente um verdadeiro muro amarelo, com a defesa do Arouca a bloquear consecutivamente os remates e a impedir que a bola chegasse à baliza.

Aos 25 minutos, o Arouca reclamou grande penalidade, num lance que levantou dúvidas dentro da área vitoriana, mas o árbitro mandou seguir.

Já perto do intervalo, aos 44 minutos, o Vitória voltou a construir uma excelente oportunidade. Uma bela jogada coletiva deixou Oumar Camará em excelente posição dentro da área, cara a cara com De Arruabarrena. O avançado francês tinha tudo para inaugurar o marcador, mas, no momento decisivo, rematou por cima da trave.

A turma de Vasco Seabra regressou dos balneários completamente diferente. Mais atrevida no ataque, mais agressiva na procura da baliza, mas também mais cínica e eficaz. E o Arouca precisou de muito pouco para fazer aquilo que o Vitória não conseguiu na primeira parte.

Aos 53 minutos, uma má definição de Óscar Rivas na saída de bola permitiu ao Arouca recuperar a posse já em terreno adiantado. A bola chegou aos pés de Barbero e o avançado espanhol, sem hesitar, rematou para o fundo das redes de Oliwier Zych. Estava inaugurado o marcador no Afonso Henriques, naquele que era, até então, o primeiro, e único, remate do Arouca em toda a partida.

O Vitória tentou reagir e foi insistindo na procura do empate, mas foi revelando cada vez mais dificuldades para encontrar espaços e soluções no último terço.

Aos 85 minutos, surgiu uma enorme oportunidade para os vimaranenses. Mitrovic dominou dentro da área e deixou a bola redondinha para Telmo Arcanjo, que apareceu em excelente posição para fazer o empate. Contudo, o remate saiu por cima da trave. Mais uma oportunidade desperdiçada pelo Vitória.

O árbitro concedeu quatro minutos de compensação e ainda houve tempo para mais um momento de tensão. Monteiro, central do Arouca, entrou com tudo sobre Gustavo Silva, que acabou por sair do terreno de jogo de maca

O Vitória ainda carregou até ao último suspiro, insistiu, procurou o golo de todas as formas, mas a bola teimou em não entrar. Depois de uma primeira parte em que criou oportunidades suficientes para estar na frente, a formação vimaranense acabou por sair derrotada.

Faltou eficácia, mas também faltaram ideias na frente de ataque. O Vitória entrou na segunda parte mais desligado e desgastado, e, apesar da insistência até ao apito final, não conseguiu encontrar soluções para desmontar a organização do Arouca.

No fim do jogo, a muralha do Arouca conseguiu mesmo resistir ao castelo e ao ataque dos conquistadores.

Foi o primeiro de 34 jogos do Vitória numa longa jornada até maio