Na terceira jornada da Liga, o Vitória SC regressava a casa, ao Estádio D. Afonso Henriques, naquele que tinha sido considerado o melhor relvado da Liga na primeira jornada. Numa partida que tinha também um significado especial para Tiago Margarido, que reencontrava a antiga equipa que orientou durante 114 jogos.
Contra o Nacional, Tiago Margarido fez 3 alterações no 11inicial e alinhando de inicio: Olvier Zych, João Mendes, Thiago Balieiro, Oscar Rivas, Tony Strata, Gonçalo Nogueira, Lohan Doucet, Samu, Miguel Nogueira, Gustavo Silva e Alioune Ndoye.
Por: Renato Rodrigues
Debaixo de uma ameaça de chuva sobre a cidade berço, 15838 adeptos não se deixaram intimidar e marcaram presença em força nas bancadas do Afonso Henriques.
O Vitória entrou em campo com a mentalidade atacante de 2ª segunda parte dos outros jogos.
Logo aos 3 minutos, Strata ganhou um ressalto na sequência de um canto e, à entrada da área, encheu o pé. Remate colocado, a tirar as medidas à baliza para uma boa intervenção de Renato Marin.
Ficava o aviso para o que viria a acontecer um minuto depois.
Samu cruzou para a área, Gustavo Silva dominou de peito e, com grande habilidade, encontrou o caminho das redes. A famosa lei do Ex a dar um ar da sua graça.
O golo não tirou a fome aos conquistadores. Pelo contrário. A vontade de marcar era tanta que todos pareciam querer deixar a sua marca. Ndoye, Gustavo Silva, Miguel Nogueira, Strata, João Mendes e Thiago Balieiro foram procurando a baliza e mostrando um Vitória instalado no meio-campo ofensivo.
Numa primeira parte marcada sobretudo pelo domínio da equipa do Vitória, com inúmeros ataques e remates.
No regresso ao relvado a intensidade manteve-se.
No abrir da 2ª parte, Samu, da marca dos onze metros, teve nos pés oportunidade para tranquilizar o jogo, mas deperdiçou, e logo no lance a seguir, um contra-ataque do Nacional, a colocar em perigo a defesa do Vitória com um remate fortíssimo a embater na trave.
Embora o começo fervoroso, à medida que a temperatura foi baixando, também o jogo foi ficando mais morno. Fora das 4 linhas, os treinadores foram batalham e respondendo um ao outro com substituições e alterações táticas.
Aos 82 minutos boa incursão da turma de Tiago Margarido pela esquerda, jogava coletiva, onde ninguém quis chutar à baliza. O esférico acabou por sobrar para Strata que de fora da área rematou ao lado.
Ao minuto 90+2 e já num momento em que o jogo estava partido e com os nervos à flor da pele, Camara dentro da área, em posição privilegiada, remata ao lado um golo cantado, deixando o resultado em aberto até ao fim, que não se veio a alterar.
Como diz o ditado “À terceira é de vez” e foi no 3º jogo que o Vitória conquista os primeiros 3 pontos, num encontro muito competitivo em termos táticos.
No final, a lei do Ex foi decisiva, e garantiu a vitória para a turma vimaranense, que para a próxima semana, se desloca a Braga, para o 1º Derby do Minho.
