Inventar uma coisa não é tarefa fácil: há que constatar um problema, procurar uma solução…e depois dar-lhe vida. Mas nem sempre é assim que acontece.

Sabias que algumas das coisas mais comuns do nosso dia-a-dia foram inventadas sem querer? Nós contamos tudo então!

  • Penicilina
    Em 1928, o cientista escocês Alexander Fleming notou que uma placa de Petri com bactérias havia sido inadvertidamente deixada no parapeito da janela de seu laboratório em Londres, ficando contaminada por uma espécie de mofo de cor esverdeada. Ao redor desse mofo, existiam sinais de crescimento bacteriano curioso. Descobriu que o mofo viria a ser a famosa Penicilina.
  • Post-its
    Os post-its também foram inventados por acaso pelo químico Spencer Silver em 1968. O pesquisador estava a tentar criar um adesivo superforte quando, em vez disso, inventou acidentalmente um adesivo que só poderia ser usado para colar coisas temporariamente. A aplicação aparentemente limitada do produto fez com que ele permanecesse sem uso por um tempo. Só se tornaram um sucesso durante a década de 1980.

  • Gelado com pauzinho
    Os pais costumam dizer que não se deve brincar com a comida. Mas era isso que Frank Epperson, de 11 anos, estava a fazer numa tarde de 1905! Na varanda da sua casa, na cidade norte-americana de São Francisco, misturou água e refrigerante em pó com sabor a fruta, mexendo tudo com uns pauzinhos. Já era tarde, a mãe decerto chamou-o para dentro, e ele nunca mais se lembrou dos copos lá fora. Na manhã seguinte, depois de uma noite muito fria, Frank encontrou um doce gelado num pauzinho que deu imenso jeito para agarrar e lamber! Foi fazendo os gelados para ele e para os amigos e só quase 20 anos depois decidiu registar a patente quando levou uma carrada de gelados para um baile dos bombeiros e toda a gente os adorou!

  • Sanduíche
    A ideia de pôr comida dentro do pão não era propriamente nova quando, na Inglaterra de 1762, o conde de Sandwich, de seu nome John Montagu, terá pedido que lhe pusessem a carne do jantar entre duas fatias de pão, para ele ir comendo enquanto continuava com o seu jogo de póquer. A ideia pegou entre os amigos do nobre e todos passaram a chamar «sandwich»

  • Bolachas com pepitas de chocolate: Ruth Graves Wakefield era uma senhora muito desenrascada que, com o marido, tinha uma estalagem. Um dia, em 1930, quando estava a fazer as suas deliciosas bolachas de chocolate para servir aos clientes, apercebeu-se de que não tinha chocolate em pó! Tinha, porém, ali a jeito, uma tablete de chocolate Nestlé, partiu-a em pedacinhos e juntou-a à massa, achando que estes iriam derreter e misturar-se. Enganou-se! Os bocadinhos pareciam pepitas de ouro acastanhado dentro das bolachas. Os clientes adoraram!
  • Corn flakes
    Em 1894, John Kellogg era o médico-chefe de um hospital para doentes com tuberculose, ligado a um grupo religioso que defendia uma dieta vegetariana. Um dia, ele e o irmão começaram a pesquisar comidas mais saudáveis para os pacientes. Tentando inventar um substituto para o pão tradicional, ferveram trigo para experimentarem uma nova massa. Mas deixaram-no ferver demais e, quando tentaram amassar o trigo, os grãos separaram-se em flocos. Puseram-nos no forno até ficarem estaladiços e serviram-nos aos doentes – que os adoraram!
  • Velcro
    O engenheiro suíço George de Mestral era um caçador exímio. Quando, num dia de 1941, regressava a casa após mais uma aventura nos bosques, teve de tirar sementes da planta de bardana presas às roupas e ao pêlo dos animais. Irritado com a difícil tarefa, decidiu ver as sementes ao microscópio para perceber por que razão estas se agarravam com tanta força. Quando descobriu que as sementes tinham picos entrelaçados que terminavam em pequenos ganchos, percebeu o potencial que ali havia – e dedicou dez anos da sua vida a recriar aquele processo num tecido. 
  • Batata frita às rodelas
    O chefe de um restaurante em Nova Iorque estava de serviço quando um cliente pediu batatas fritas e as mandou de volta para a cozinha, reclamando que os palitos estavam muito grossos, moles e com pouco sal. Na primeira vez, o chefe nem ligou muito mas, quando as batatas voltaram para trás pela segunda vez, irritou-se. Danado, cortou umas batatas às rodelas, o mais fininhas que ele conseguiu, e fritou-as até garantir que o cliente chato não conseguisse espetá-las com o garfo. Para mais, ainda as carregou com sal!

  • Penso rápido
    Earle Dickson trabalhava numa empresa de produtos farmacêuticos e era casado com uma senhora, Josephine, que estava sempre a cortar-se e a queimar-se quando cozinhava. Quando tal acontecia, Josephine não conseguia fazer sozinha os curativos. Earle lembrou-se, então, de deixar preparados alguns. Pegou num rolo de fita adesiva cirúrgica e cortou gaze esterilizada, que colou nos bocadinhos de fita. Para evitar que ficassem colados, decidiu pôr por cima pedaços de papel. 
  • Cone de gelado
    Um dia durante a Exposição Universal de 1904, em St. Louis, dois vendedores ambulantes estavam lado a lado. Um deles vendia gelados como pãezinhos quentes e estava a ficar sem recipientes para os pousar. O seu vizinho que vendia umas bolachas parecidas com os waffles, feitas na hora, não tinha clientela. Para resolver o problema do primeiro, o segundo lembrou-se de enrolar as bolachas em forma de cone para que o outro pudesse aí pôr as bolas de gelado.