Por mais que pareça estranho há (uma ou duas) pessoas que acham que a altura do Natal é deprimente. Se és uma dessas pessoas…então temos algumas dicas do que podes (e deves) fazer este mês para recuperar o espírito natalício.

Descobrir um admirador ou admiradora secreto: Não tens nenhum? Uma boa noticia: geralmente, toda a gente tem um admirador secreto. O que acontece é que geralmente não está no sítio onde pensamos que está. Pode ser aquele  colega que se oferece para te ajudar com a máquina das fotocópias. Ou aquele rapaz que conheceste nas férias em Vilamoura e nunca mais viste. Ou aquele amigo da tua prima que te achou gira e não disse a ninguém.

Escrever uma carta de amor (SMS não vale) (whatsapp ainda menos) Lembras-te daquela tua amiga que já não vês há tanto tempo? Daquele rapaz que conheceste nas férias? Da tua avó que mora longe? Da tua prima de Paris? Escreve-lhes uma grande carta, como dantes. Já que estamos em época festiva, escreve cartões de boas festas a amigos, conhecidos e desconhecidos. 

Visitar um castelo
Nem sequer tens de emigrar para a Áustria, temos cá tantos… Ver um castelo tem várias vantagens: no caso de não te calhar um daqueles em derrocada iminente e torceres um pé a tentar escalars, é sempre emocionante. Dá para ver as vistas lá de cima, tirar imensas fotografias originais, doutrinar as crianças acerca da Idade Média, e gastar algumas calorias. 

Cultivar a paciência Para que é que hás-de apitar ao carro da frente? Só causa mais poluição sonora… Para que é que te hás-de chatear só porque o professor de matemática/o chefe/o Zé Manel ainda não percebeu que és um génio (não da matemática, mas não se pode ser génio a tudo)? Decreta tréguas natalícias. Pelo menos até Janeiro de 2024, recusa-te perder as estribeiras. Não há maçãs? Come laranjas. Dá a outra face. Canta. Faz ginástica.Vai nadar. Compra bolas de natal muito grandes e muito vermelhas. Em resumo, cultiva a paciência. 

Ser solidária
Oferece o teu dinheiro, o teu tempo, a tua boa vontade. Colabora, inscreve-te, dá conversa àquela vizinha de quem geralmente foges. Se estiveres numa onda contra e te apetecer mesmo é ser egoísta e comprar imensas coisas para ti própria, olha: sê solidária contigo. Se isso servir para ficares mais feliz, o mundo já melhorou. E às vezes fazia tanta falta que nos lembrássemos primeiro de nós próprios.

Apanhar sol Faz como os ingleses: quando vires um raiozinho, vai atrás. Podes sempre ir a uma esplanada à hora de almoço, dar um passeio ao ar livre em vez de protestar que é demais para as tuas pernas, meteres-te no carro e partir à aventura. 

Ir ao teatro Ou ao cinema ou ver museus, ou pôr os neurónios a mexer de outra maneira igualmente agradável, mesmo que meta pipocas, e mesmo que o vizinho do lado não largue o telemóvel, e mesmo que não tenha lugar para pôr o carro, e mesmo que não vás ao teatro desde o Verão quente de 1985.

Livra-te da tralha Estás a ver aquela jarra do tamanho do teu filho que está enterrada no fundo do armário há mais ou menos dez anos? Aqueles casacos que não usas? O banco torto que te assombra a cozinha? Livra-te da tralha.

Comer bombons com recheio
Pode ser bolo-rei e pode ser bolo-rainha, podem ser filhós e pode ser pão com manteiga, pode ser páo de ló  e pode ser banana. Relaxa: é Natal, o Menino está nas palhinhas, e com todas as calorias que gastaste ou vais gastar na corrida às compras já ganhaste o direito a abusar na gastronomia. 

Adotar um sofá Arranja um sofá a jeito. Pode ser o teu. Pode ser o da tua tia. Pode ser o do dentista. Tem é de ser um sofá onde te possas esticar à vontade. Com almofadas. Desliga o telemóvel, esquece os filhos, os pais, as contas, as desgraças…