A Câmara Municipal de Guimarães apresentou o Plano Municipal de Águas Pluviais, um documento técnico que identifica as zonas da cidade mais suscetíveis a inundações e propõe intervenções para reduzir os riscos. O estudo, apresentado pelo Engenheiro Miguel perante o executivo municipal, resulta da modelação hidrodinâmica da bacia da Ribeira de Couros, dividida nas sub-bacias de Santa Luzia, da Costa, da zona baixa da cidade e da Veiga de Creixomil, e do cruzamento desses dados com o histórico da Proteção Civil.

No total, foram identificadas 27 zonas críticas nas quatro bacias analisadas. Um dos pontos mais graves localiza se no centro urbano, onde o estrangulamento da rede na Avenida D. Afonso Henriques gera inundações em dias de chuva extrema, como detalha o Engenheiro Miguel.

Outro problema central do diagnóstico é a falta de articulação entre as bacias de retenção do concelho. O Engenheiro Miguel recorda a intempérie do passado mês de fevereiro para demonstrar como a má gestão destes equipamentos coloca a cidade em risco.

O plano avaliou também o impacto de dois novos empreendimentos previstos para a cidade, junto à antiga fábrica dos Cães de Pedra e no Monte Cavalinho, concluindo que são compatíveis com o sistema desde que apliquem medidas de adaptação.

Para resolver os estrangulamentos, o documento propõe obras estruturais prioritárias, a começar nas zonas mais altas com o reforço da bacia do Parque da Cidade. O investimento total é de 5,5 milhões de euros, divididos em 3,1 milhões para a rede pluvial e 2,4 milhões para dez intervenções nas ribeiras da Costa e de Couros.. Como medidas complementares, prevê se a limpeza preventiva dos canais e soluções como pavimentos permeáveis, estando ainda em curso um estudo hidrológico ao Rio Selho.