UMinho desenvolve modelo cerebral em fibra
21 de Maio, 2014
O Grupo de Investigação em Materiais Fibrosos (FMRG) da Escola de Engenharia da Universidade do Minho está a desenvolver um modelo cerebral à base de fibras que ajudará a detetar e tratar doenças do sistema nervoso central.
A pesquisa é liderada pela Universidade de Pittsburgh, no nordeste dos EUA, e já foi elogiada pela primeira-dama Michelle Obama. O objetivo é ajudar os 50 milhões de vítimas anuais de traumatismos crânio-encefálicos e os 30 milhões de novos doentes de Alzheimer a cada ano, entre outros.
Em Pittsburgh, o cientista Walter Schneider inventou uma promissora técnica de imagiologia com maior resolução, a high-definition fiber tractography (HDFT).
Antes desta nova técnica ser aplicada à prática clínica, é preciso testar, calibrar e validar com perfeição. O problema é haver modelos do cérebro humano (“fantomas”), computacionais ou físicos, que se aproximem com o realismo suficiente. Walter Schneider abordou inúmeros grupos de pesquisa no mundo. O da UMinho, coordenado por Raúl Fangueiro, “foi o único com a capacidade e o interesse à altura do desafio”: “É preciso mimetizar o comportamento do cérebro humano, criar milhões de fibras estreitas e intrincadas, organizando-as e conetando-as entre si”.
O Grupo de Investigação em Materiais Fibrosos espera ter dentro de dois anos um cérebro artificial de estruturas de fibras ocas que replicam os axónios e as suas ligações, servindo assim de referência para calibrar a técnica norte-americana de tractografia de alta definição e ajudando à deteção precoce de danos quase impercetíveis pelos meios atuais.
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