Estudo urbano da zona norte de Guimarães apresentado
21 de Janeiro, 2020

A arquiteta Marta Labastida, da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, apresentou, ontem na reunião do executivo vimaranense, um estudo urbano requerido pela Câmara Municipal que pretende ser um instrumento metodológico e de orientação para decisões urbanísticas futuras na zona norte da cidade de Guimarães.

“Trata-se de um estudo analítico e prospetivo, cuja visão sistémica permitirá abandonar o modelo casuístico no licenciamento de projetos urbanos, e que assenta em sete princípios comuns estratégicos e transversais”, disse Marta Labastida.

O documento tem como ponto de partida um olhar sobre o território como um todo e, sobretudo, a partir de uma filosofia de constituição de uma malha urbana cada vez mais interligada, capaz de permitir fluxos de pessoas e o aparecimento de zonas de habitação, comércio e serviços.

Assumir a circular urbana não apenas como uma estrutura viária, mas em todo o seu conjunto, o que inclui as margens e os terrenos de proximidade, é o primeiro princípio, ao que se juntam outros: a construção de uma malha urbana contínua que mitigue os acessos terminais (cul-de-sac), a requalificação das áreas adjacentes da circular urbana, a recuperação de áreas com solo permeável, a relação com o Campus de Azurém que permitirá olhar a Universidade enquanto espaço de oportunidades para o desenvolvimento de atividade empresarial.

O objetivo é a construção de mais cidade com vista à geração de mais atividade e diversidade.

No final da reunião de câmara, o presidente Domingos Bragança disse aos jornalistas que está prevista a construção de uma ligação desde a urbanização em torno da Rua do Pombal até à Rua Rómulo de Carvalho, junto ao Campus de Azurém da Universidade do Minho, que permitirá ligar o território de uma forma mais direta e coesa, abrindo um ponto de saída atualmente inexistente.

Também a construção de uma plataforma intermodal de transporte público e aparcamento, que apoiará a reabilitação das ruas adjacentes com percursos mais seguros e confortáveis. Essa ligação está em consonância com as orientações do estudo da Escola de Arquitetura da UMinho, uma vez que permitirá a ocupação intersticial do território, potenciado novas áreas de fluxo e de ocupação da área urbana, como habitação, alojamento e áreas de fixação de escritórios e laboratórios de empresas com parcerias de investigação com a Universidade.

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