PSD acusa maioria socialista de “falta de visão estratégica”
30 de Outubro, 2018

Num balanço à gestão do município neste último ano autárquico, a Comissão Política concelhia do PSD de Guimarães acusa a maioria socialista de "falta de visão estratégica" e de praticar uma gestão de "chico-esperto" que não abona a Guimarães. Cinco anos de presidente de câmara, 11 anos de vereador e 29 anos de gestão socialista “há problemas estruturais” que para o PSD continuam por resolver em Guimarães. “Não o dizemos com satisfação, bem pelo contrário. Gostávamos de estar aqui hoje a felicitar a autarquia por ter alcançado excelentes desempenhos nas mais variadas áreas da Governação. Mas os factos revelam que o nosso concelho não resolveu necessidades básicas que estão a tolher o nosso desenvolvimento. Acima de tudo não se preparou para beneficiar do crescimento económico que o país e a europa estão a atravessar.”

Bruno Fernandes, presidente da Comissão política do PSD, aponta alguns dos problemas, que na sua opinião, provam "o fracasso da política de desenvolvimento económico" do concelho. “A circular urbana, que nunca completou um círculo e que há muitos anos deixou de servir as necessidades de uma cidade com forte pressão de carros, não tem solução à vista; O principal acesso à cidade de quem vem de fora, pela autoestrada, continua a martirizar diariamente os Vimaranenses. Anuncia-se ante-projetos, agora o concurso do projeto e quem sabe um dia teremos o concurso da obra. Há quantos anos este problema deveria estar resolvido?; Chegar das Taipas ou de Moreira de Cónegos à cidade é um calvário permanente. Anuncia-se mais um ante-projeto, sem terrenos na posse da autarquia, um dia teremos o anúncio do concurso para o projeto, despois os estudos de impacto ambiental, depois o concurso da obra e se Deus quiser, nascerá a obra megalómana e a menos eficaz para resolver dois problemas. O acesso ao moribundo Avepark e o alívio do percurso penoso que é ligar a cidade à zona mais populosa fora dela. Vinte e nove anos depois e cinco anos após ser eleito, o executivo socialista e o seu presidente continua sem resolver o problema dos transportes públicos no concelho. Guimarães não tem uma rede de transportes capaz de promover a coesão do território, eficaz na alternativa ao uso do carro e moderna, à imagem das cidades médias europeias. Anunciou-se mais um plano estratégico, enquanto outros concelhos modernizam as frotas dos transportes urbanos e investem em novas linhas, levando a rede pública a todo o concelho e com horários que incentivam o seu uso. Vinte e nove anos depois e cinco anos de Presidente de Câmara, Guimarães não tem os espaços industriais requalificados e muito menos dispõe de oferta capaz de atrair novos investimentos. Os números são muito evidentes e provam o fracasso da política de captação e desenvolvimento económico. O desemprego em Guimarães subiu muito acima da média dos concelhos vizinhos. Mais, há concelhos da nossa dimensão onde o desemprego diminuiu, como é exemplo a Maia. Porquê? Porque os concelhos que querem ser competitivos na atração de investimento, prepararam-se para o pós-crise económica e dotaram o seu território de respostas concretas ao nível dos parques industriais, fazendo a diplomacia económica necessária de quem quer estar à frente no combate ao desemprego.”

Para o PSD é inconcebível que um concelho que quer ser Capital Verde Europeia, continue sem ver resolvida a questão da despoluição do Rio Ave. “Vinte e nove anos depois e cinco anos após ser eleito, o executivo socialista e o seu presidente continua sem resolver o problema do Rio Ave. Um concelho que quer ser Capital Verde Europeia não pode começar a casa pelo telhado, tentando conquistar um título sem resolver problemas de base como a despoluição dos seus rios. Mais um plano anunciado para preencher títulos de jornais e medidas concretas para acabar com as descargas, essas não as conhecemos.”

Bruno Fernandes refere ainda que a principal divergência do partido com a gestão da maioria socialista é o modelo de desenvolvimento para Guimarães. “Hoje, como dissemos há uma ano no projeto autárquico que defendemos para Guimarães, queremos reiterar a necessidade urgente de Guimarães resolver problemas estruturais que estão a impedir o seu desenvolvimento e a sua afirmação como cidade média europeia. Ontem tal como hoje, achamos que falta à autarquia de Guimarães visão estratégica e uma liderança determinada em colocar este concelho no lugar que a sua história exige. Enquanto outros municípios da nossa dimensão estão a despontar, agarrando todas as oportunidades e afirmando-se em vários sectores porque se prepararam, Guimarães vai entretendo-se a preparar ante-projetos. Esta é uma gestão de chico-esperto que não faz bem a Guimarães. Que terá o seu preço e que nos levará a um futuro que não está à altura do nosso passado. Não deixemos que o nosso bairrismo nos impeça de ver as nossas fragilidades. Se gostamos de Guimarães, como gostamos, temos de exigir da autarquia mais ambição e mais concretização.”

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