Pegada Ecológica de Guimarães é inferior à média do país
16 de Março, 2018

A Pegada Ecológica média de um residente em Guimarães é de 3.76 hectares globais (gha), per capita.

O cálculo tem por base dados do ano 2013. O estudo apresentado ontem, no Laboratório da Paisagem, por por Sara Moreno Pires, da Universidade de Aveiro, conclui que em média, cada residente de Guimarães precisou de 3.76 gha de área bioprodutiva para suportar o seu estilo de vida. Esta procura é 3% mais baixa do que a média de um cidadão português, mas 2.5 vezes maior do que a média da biocapacidade de Portugal.

“A estes níveis de consumo, seriam necessários 2.2 planetas Terra para suportar esta pegada, se toda a população mundial tivesse em média o mesmo valor desta pegada”, apontou Sara Moreno Pires.

“O resultado calculado para Guimarães coloca a população vimaranense numa perspetiva média positiva em comparação com Portugal, mas com um papel muito desafiante em relação ao futuro pois o resultado da Pegada Ecológica mostra que a biocapcidade do país é 1.52gha”, salientou a investigadora da Universidade de Aveiro.

“Podemos analisar este resultado por via das atividades de consumo e aí conseguimos perceber que, curiosamente, é através do consumo de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas que reflete o principal impacto dos vimaranenses na Pegada Ecológica do território, seguida da sua mobilidade e consumo de transportes. De acordo com a trajetória nacional, este resultado demonstra que o peso de consumo de bens alimentares é muito grande na Pegada Ecológica”.

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