“A Festa” da Companhia Paulo Ribeiro chega ao CCVF
24 de Setembro, 2016

“A Festa (da insignificância)”, espetáculo que celebra os 20 anos da Companhia Paulo Ribeiro, sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor no próximo dia 24 de setembro, às 22h00. Com esta peça, Paulo Ribeiro celebra a arte, a vida, os grandes feitos e as pequenas conquistas. Uma festa que se estende aos artistas no palco e ao público na plateia. Porque as celebrações só têm sabor quando partilhadas. Principalmente no mês em que o Centro Cultural Vila Flor comemora 11 anos de existência. Chega agora ao Centro Cultural Vila Flor o espetáculo que Paulo Ribeiro concebeu como comemoração dos 20 anos da companhia que criou. Para assinalar este número redondo, o coreógrafo cria um espetáculo que marca assim um ponto de viragem na sua carreira, depois de atingir a maturidade plena que o faz ansiar por uma nova fase criativa. Paulo Ribeiro assume sem rodeios: “É esta a minha festa. Quero festejar para dar corpo às motivações interiores e secretas. Dar corpo à utopia, à expetativa, à vontade de criar uma plataforma de entendimentos e cumplicidades. E isso não se limita ao espaço circunscrito do palco. Estende-se a todos os que estão presentes, sejam eles passivos ou ativos.”. Apesar da angústia provocada pelo desgaste criativo, que reconhece sem pudores, Paulo Ribeiro afirma que também isso é meritório de celebração uma vez que “celebramos a totalidade das nossas possibilidades físicas e mentais.” A companhia, batizada com o seu nome, nasceu em 1995 e conta com mais de duas dezenas de criações, comprovando um percurso longo que se funde com a própria história da chamada nova dança portuguesa. Estreada em novembro do ano passado, “A festa (da insignificância)” põe em palco dez bailarinos ao som de músicas de Ben Harper ou Tom Zé e de propostas contemporâneas de Matthew Shlomowitz. A Companhia Paulo Ribeiro traz, agora, a Guimarães esta criação que se assume como uma festa, na qual o coreógrafo tem a pretensão de materializar motivações, desejos e ânsias. “Uma peça do tato, do contacto, da sensualidade”, como afirma o próprio, uma festa do corpo, portanto, e de tudo quanto ele representa, desde a sua fisicalidade até ao éter da existência. “A festa (da insignificância)” é uma celebração de muita coisa. É a celebração dos 20 anos da companhia, dos 30 anos de carreira do bailarino e coreógrafo Paulo Ribeiro e a celebração da vida. Uma peça feliz, uma festa, uma manifestação de prazer, que se estende do autor ao palco e do palco ao público. E também ao CCVF.

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